sexta-feira, 20 de julho de 2007

British Heritage

Quando ele tá longe, e bate aquela saudadezinha, eu começo a lembrar de nossas mil conjecturas. Das horas a fio de conversas, muitas delas sem pé nem cabeça. Essa foi uma delas...

Tudo nesse vidão-de-meu-deus está devidamente categorizado e encaixado em alguma gavetinha etiquetada com unidades de medida. Com os motores de carro não poderia ser diferente...todo mundo já ouviu falar em cavalo-vapor, mesmo que não entendesse o que significava.

Os britânicos são chegados em cavalos. Popularizaram o polo e a equitação e fizeram todo mundo acreditar que praticar esses esportes era chic!. Ainda hoje promovem concurso de beleza para eles e arranjam formas de colocá-los nas ruas (conduzindo carruagens em plenos século XXI ou servindo de meio de transporte para a polícia - repito, em pleno século XXI).

De certa forma e irritantemente, os séculos XVIII e XIX pertenceram aos ingleses; e foi nessa época que a maravilha de quatro rodas foi inventada. Alguém já parou pra pensar que, se a história tivesse sido diferente e outros países tivessem tido a chance de mostrar o seu valor (sim, sou uma chata terceiro-mundista), essa história poderia ser diferente?

A Índia batizaria a unidade de medida de elefante-vapor. O Senegal, de rinoceronte-vapor. Austrália: canguru-vapor. E nós? Macaco-vapor?

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Versão brasileira (Hebert Richard?)

Outro dia estava assistindo a mais um daqueles documentários pastelões do Discovery Channel. Digo "pastelões" porque, quando eles não te convencem de que o mundo realmente vai acabar, fazem parecer que as maravilhas da vida moderna foram inventadas pelos americanos...pessoas de visão, caridosas e, claro, inteligentíssimas. E o melhor: eles o fazem recorrendo à boa e velha dublagem brasileira!Nossa antiga conhecida de infância, facilmente localizada em clássicos como Maria Mercedes, Maria do Bairro e Marimar. Mas voltemos ao cerne de nossa prosa.

Era um documentário sobre alimentação, falando especificamente sobre o surgimento da comida congelada, antes da Segunda Guerra. Como de costume, colocaram na tela um especialista; no caso, uma médica especializada em gordura trans.

"Rapaz, essa voz não me é estranha...Puta que pariu! Chiquinha!"

Para aqueles não afeitos a sutilezas, a explicação direta: a tal mocinha do vídeo tinha a mesma voz da amiguinha do Chaves, outro velho amigo da nossa infância televisiva. Agora, como eu poderia levar em consideração o que a médica falava? Pra mim era questão de segundos pra que ela começasse "Buéééé, buééééé...bué, bué buééééé".

A conclusão final: a indústria de dublagem brasileira passa por uma crise sem precedentes e, por isso, não pensou duas vezes antes de cortar gastos com reaproveitamento de pessoal. RÁ RÁ RÁ.